Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

ODIU

Quero odiar o que gosto em ti.

Sentir repulsa pelos teus lábios… beijando-os ternamente.

Rejeitar os teus cabelos… inebriando-me, neles.

Sobre o teu corpo, repugnante, asqueroso… quero adormecer.

Quero que te findes… findando-me contigo.

 

Porque já não te quero… nunca te tendo desejado tanto.
publicado por A. Carvalho às 07:33
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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

AESTIVU

Como Primavera bateste à janela de um Inverno, seduzindo-o.

Na exuberância dessa nudez natural, madura, desnudaste também um corpo há muito hibernado para as artes do afecto violento: a paixão.

Abriste-te, quente… e ele entrou. Entrou frio no teu doce leito de cheia e derreteu-se num frenesim de gemidos, gritos, surdinas.

 

Na memória, o esplendor desse Estio fugaz, efémero… dorido.
publicado por A. Carvalho às 07:33
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

FLOCCU

Cruzaram-se, apressados, defronte dos Flocos Integrais!

Teriam por acaso gostos idênticos e trocaram, fugidiamente, um comprometedor sorriso e um “olá” de ocasião.

Seguiram… Seguiram o seu propósito reencontrando-se (por mero acaso?) na “passerele” rolante que precede o “beijo” final, apoteótico, do infravermelho no código de barras.

Lá fora, a noite tinha caído, já, sobre a cidade.

Entre um pausado e calmo sorriso e algumas palavras íntimas, saíram os dois.

Um manto de serenidade esperava-os para os envolver, no aconchego de um “enorme” T0, em aromas florais, notas de jazz e cetins.

 

Pela manhã, já alta, saborearam um pequeno-almoço de revigorantes Flocos Integrais.

publicado por A. Carvalho às 07:34
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

FLUERE

Laivos de felicidade assolam-no de quando em vez.

Noções de um enamoramento, demasiado ténue, fazem-no acreditar na vida para além desta morte que a todo o momento flui.

Indiferente à realidade, parece esperar a reencarnação da sua paixão numa qualquer mariposa de asas coloridas e brilhantes.

Ingénuo? Talvez.

 

Mas… existirá maior ingenuidade que a inclinação da alma e do coração?
publicado por A. Carvalho às 07:30
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