Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

PERIODU

Nas entrelinhas o “SMS” dava a entender que pretendia abrir o jogo.

Ele, interpretando-o assim, precaveu-se e chutou secamente!

Sentida, protestou: - “Estás a atirar-me para canto.”

Vamos apostar tudo, pensou ele: - “Jogar… hoje? Bjs…”

Nova mensagem: - “És um craque muito especial, mas… Bjs.”

Ele, não respondeu…

 

partindo do pressuposto que o “campo” estava encharcado por um habitual e breve “período” (sic).
publicado por A. Carvalho às 07:30
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

SEMEN

Um corpo, teu...

por sobre um corpo, meu...

fundiram-se numa matéria só... nossa, e fizeram a apologia do desejo levando-o até à exaustão de um prazer que apetece sempre mais.

 

No final, brindaram com o sémen da vida jorrado no cálice da criação.

publicado por A. Carvalho às 07:30
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Segunda-feira, 16 de Julho de 2007

COPIA

A “Xerox”, ordenada para repetir 45 imagens, começou, de imediato, a executar a sua função.

Ele, na ausência do decote afrodisíaco, bronzeado, da Secretária, foi revendo em cada folha cuspida do ventre da máquina momentos de uma existência repetitiva, também ela excessivamente programada.

Um passado A5, curto... um presente A4, fugaz... um futuro A3, incerto!

Mergulhado em nostalgia, regressou à superfície desperto pelo alarme da máquina:

 

- Coloque papel.

publicado por A. Carvalho às 07:45
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

MULIERE

Passou por mim um “bouquet” de flores que levava pela mão uma flor!

Mas essa só flor, de tão morena, sobressaia por completo no conjunto de tantas e perfeitas cores.

Discreta, natural, bela, sensual.

Desconheço o seu nome, a sua origem, os seus hábitos... mas cativou-me.

De tão feminina vou chamar-lhe apenas e só flor.

 

(Ou então... mulher.)
publicado por A. Carvalho às 07:33
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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

LAPSU

Falaram-lhe de “ácidos úricos”, “triglicerídios”, “diabetes”, para ele figuras misteriosas de uma qualquer família mítica oriunda dos Olímpos Gregos.

Friamente, colocaram-lhe na mão um “boion” opaco, de tampa encarnada, ao mesmo tempo que o encaminhavam para o impessoal sanitário.

Assustado com tais “apelidos” aproveitou a intimidade do local e  aliviou o aperto urinário que o acompanhava já da outra margem. Entre os dois dedos... de conversa trocados com um “atrofiado da próstata”, esqueceu-se da finalidade do acto que o ali levou, valendo-lhe, na sua boa fé, o Gel de Mãos, amarelado, que escorria da parede.

Foi, após os primeiros resultados laboratoriais, internado de urgência e ligado à força a tubos e monitores!!!

 

(Ele, que apenas ia ao centro de saúde “pedinchar” uns preservativos para a noitada da queima das fitas.)

publicado por A. Carvalho às 09:28
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