Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

COCTIARE

Acordou em sobressalto... estremunhado, mal disposto, irritado. O atraso, por culpa do valioso “Ulisse Nardyn” que sucumbiu à ausência da corda podia ser fatal para a reunião que por certo lhe traria muitas mais-valias.

Espuma, “gilete”, duche, gel, champoo, toalha, desodorizante...

Sobre a camisa (que jogava, por mero acaso, com a gravata “Versace” que tinha à mão) vestiu um clássico “Armani” e encaixou nos pés uns genuínos “Prada”.

Sentou-se ao volante do “Jaguar” incomodado apenas por um estranho ardor que lhe surgia nos “sovacos”!

Já na reunião a estranha sensação virou uma selvagem e galopante irritação da epiderme: a concentração abandonou-o, o tino fugiu-lhe e a postura foi-lhe mortal para marcar a posição que tanto ambicionava.

 

A Governanta, por engano, deixou-lhe o mortífero spray com que liquidou a mosca varejeira no lugar do seu inocente desodorizante!
publicado por A. Carvalho às 07:26
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

REGRESSU

O Inverno, ziguezagueando por entre contratempos parece querer mitigar saudades de um espaço que é seu: cinzento, violento, branco, frio, negro, molhado, romântico.

E, ao chegar...

 

...deitar-se ao de leve sobre as pinceladas douradas que o sol deixou no teu corpo.

 

publicado por A. Carvalho às 07:26
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

BANNEU (II)

Aconchegou-o na palma da sua mão e conduziu-o pelos trilhos mais secretos do seu corpo.

Visitou os seus pés, perfeitos, as suas pernas, longas, sedosas, delicadas.

O recortado vale, intimista, inspirou-lhe momentos de puro deleite imaginando-o salpicado por gotas de orgasmo.

As rosadas montanhas, proporcionalmente fartas, foram carrossel escorregadio para um rosto suave, de contornos, que tardava.

 

Acabou exausto, na saboneteira, após libertar um quarto do seu creme hidratante!
publicado por A. Carvalho às 07:34
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

PHOTÓS

Ele, estranhamente, nunca quis uma fotografia dela!

A fotografia é o prazer de um momento...

e num outro qualquer momento pode não existir o prazer de rever essa fotografia (dizia).

Apesar de tudo, fotografou na memória a imagem do seu rosto, do seu corpo...

 

e é esse instantâneo que vale pelas mil palavras trocadas na despedida (?).

publicado por A. Carvalho às 07:27
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